terça-feira, 26 de abril de 2016

Exercícios Físicos e Câncer - Benefícios

A aparente relação entre exercícios e prevenção ao câncer tem chamado mais atenção da ciência, e alguns estudos indicam que a atividade física parece ter um efeito protetor contra ao menos quatro tipos diferentes da doença: o de mama, especialmente na pós-menopausa; o de cólon; o de endométrio (útero); e alguns casos de câncer gastrointestinal superior.
Mais ainda, pesquisas apontam que estar em forma ajuda também na recuperação de pacientes, em paralelo ao tratamento da doença.
Como especialista em medicina intensiva e perioperatória - o período de cuidado dos pacientes desde a indicação de uma operação até a recuperação -, a médica Denny Levitt, do Hospital Universitário de Southampton, Inglaterra, se interessa especialmente pela relação entre exercício e saúde.
Em entrevista à BBC, Levitt ressaltou que a ideia de que o bom estado físico tem efeito protetor ainda está sendo pesquisada, mas é amplamente aceita a evidência de que o efeito positivo de fato existe.
Veja, a seguir, o que diz Levitt:
Qual o grau de proteção proporcionado pelo exercício, por exemplo no caso do câncer de mama?
Foram feitos alguns estudos epidemiológicos. Um, publicado recentemente, indica que cerca de 10% dos casos de câncer de mama após a menopausa registrados na região da Ásia-Austrália podem ser atribuído diretamente à inatividade física. Isso quer dizer que um em cada 10 casos desse tipo de câncer estava vinculado à falta de exercícios.
De quanto exercício estamos falando?
Diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmam que deveríamos fazer cerca de 150 minutos de exercício de intensidade moderada por semana. Isso significa, por exemplo, uma caminhada de passo rápido ou um passeio de bicicleta, e o que Levitt sugere é que isso seja feito por períodos de 30 minutos. Portanto, cinco vezes por semana, com 30 minutos de exercício moderado a cada sessão.
No caso de exercícios de alta intensidade, como jogar futebol ou correr, 75 minutos por semana já seriam suficientes para reduzir riscos à saúde.
Em pessoas que já têm câncer, sabe-se qual é o impacto do exercício no processo de recuperação?
Sim. Há indícios de que a atividade física e a boa forma têm um efeito importante nos índices de sobrevivência ao câncer.
Indivíduos que têm melhor estado físico têm também índices de sobrevivência maiores em cinco ou dez anos, algo que se mantém inclusive quando se leva em conta outros fatores de risco, como obesidade ou tabagismo.
Temos alguma ideia de por que o exercício protege o corpo?
Os motivos podem ser os vários efeitos preventivos do exercício e da boa forma.
Em primeiro lugar, quem tem um bom estado físico tem mais possibilidades de suportar o tratamento contra o câncer, que muitas vezes inclui grandes cirurgias. Segundo Levitt, sabe-se que é mais alta a probabilidade de que indivíduos que estão em melhor forma sobrevivam e tenham menos complicações.
Além disso, essas pessoas toleram melhor a quimioterapia. E estão começando a surgir indicadores de que elas sofrem efeitos secundários menos tóxicos por conta dos medicamentos.
A biologia específica deste efeito protetor está sendo muito pesquisada no momento, diz Levitt. "O que sabemos é que o exercício é anti-inflamatório e, no longo prazo, ter processo inflamatórios crônicos aumenta o risco de que o câncer retorne e reduz a possibilidade de sobrevivência."
Portanto, é possível que haja alguma relação entre o câncer, a inflamação e o exercício, mas esse elo ainda está em fase inicial de pesquisas.
A maioria das pessoas considera o exercício fundamental para uma vida saudável. Por outro lado, quando ficamos doentes, tendemos a pensar que o descanso é muito importante. Isso está errado?
"Completamente. É muito importante que digamos aos pacientes que, ainda que tenham sido diagnosticados com câncer, o descanso não é a solução. É preciso manter-se ativo", opina Levitt.
"É como dizer que, se você se sente mal, deve se deitar e isso ajudará você a se recuperar. Mas, de fato, parece ser ao contrário. O movimento, o exercício e a atividade física depois de uma cirurgia de câncer ou durante o tratamento podem melhorar o prognóstico a longo prazo."
Parece que, em muitos aspectos, o exercício é uma maravilha...
"Sim, e se alguém tivesse inventado o exercício como terapia medicamentosa, tenho certeza de que seria muito mais popular", concluiu a médica.
BBC

quarta-feira, 20 de abril de 2016

AJUDAR OU ATACAR? Você pode fazer mais por sua saúde!

As palavras ajudar e atacar podem representar muita coisa pra sua saúde. Você pode estar fazendo as duas coisas ao mesmo tempo! Ou, quem sabe, pode estar somente atacando sua saúde.
Você ajuda muito sua saúde e longevidade quando adota um estilo de vida saudável, comendo corretamente, fazendo exercícios moderados a intensos, alimentando-se com quantidades pequenas de comida, evitando as gorduras saturadas, preferindo as carnes magras, reduzindo o açúcar ingerido direta ou indiretamente, somando pelo menos 150 minutos de exercícios físicos por semana, sendo pró-ativo, evitando longos períodos parados, dormindo convenientemente, não bebendo álcool, não fumando, não fazendo uso de drogas como um todo e tendo relacionamentos estáveis dentre outros.
Agora, se você não quer ter uma vida de qualidade ou longeva, ou quem sabe, os dois, você pode continuar atacando seu corpo e prejudicando sua saúde, quando fuma(e o tal de narguilé é fumo sim), quando se entrega ao álcool, quando está acima do peso e não toma nenhuma atitude, quando opta por ficar parado por muito tempo, quando se deita e dorme prolongadamente, principalmente após a refeição noturna, quando sua dieta alimentar combina dois ou mais tipos de carboidrato, quando sua carga de treinos é extremamente extenuante ou longa demais, isso tudo, dentre tantas coisas que você pode fazer contra sua saúde.
Pra terminar, quero aqui dizer que pesquisas recentes confirmam que não fumar e ser sedentário não garante nada de bom pra sua saúde. Incrível, mas as pesquisas já mostraram que fumantes que praticam exercícios físicos regularmente tem vida mais longa que sedentários que não fumam. É...parece mentira, mas é verdade! Pra se ter uma ideia do quanto o sedentarismo é nocivo a sua saúde: consegue ser pior que o tabaco!!!
Pense nisso. Mexa-se! Comece hoje! Não deixe pra amanhã as atitudes que você tem que tomar hoje!
Um forte abraço do seu professor e amigo,
Maurício
CREF 5511-G

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

A nada AMIGA BALANÇA...


Após muitas festas e nada ou quase nada de exercícios físicos, é comum as pessoas se queixarem de sua inimiga número 1 ... a balança! Alguns reclamam que ela marca um peso num dia e no outro acaba registrando outro peso diferente.
Em que pese eu achar que você não deveria se pesar diariamente, se esse é seu hábito observe bem algumas dicas pra não ficar com raiva da balança sem razão.
Utilize uma balança digital, preferencialmente, e se você se pesa em farmácia, vá sempre a mesma. Dependendo da utilização de balanças de farmácia, elas podem apresentar falhas, mas se você não possui uma em casa, faça bom uso nas farmácias mesmo.
Faça o controle do seu peso sempre no mesmo horário do dia. Quando o peso é aferido na primeira hora do dia, normalmente ele será menor que de tarde ou a noite.
Não brigue com a balança se ela marcar um peso diferente, maior ou menor, em dias seguidos. Seu peso flutua mesmo, dependendo da retenção líquida, frequência ao banheiro, intensidade dos treinos, dentre outros motivos.
Mas lembre-se que uma variação de mais de 1 Kg em um único dia, pode apontar para um erro do instrumento avaliador. Pra você ganhar um quilograma em 24 horas, precisará ingerir mais de 7.500 calorias!!! Isso é muita coisa e, certamente você não fez isso em um único dia... Da mesma forma, baixar 1 quilo em um único dia é sinal de desidratação, restrição drástica da alimentação ou supertreinamento.
Portanto, volte aos treinos, recomece a planejar sua alimentação e verifique seu peso semanalmente.
Maurício Moreira
CREF 5511-G

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

O SEDENTARISMO EM ALTA NO MUNDO!

A cada ano surgem novas modalidades de atividade física. No Brasil, são mais de 30 mil academias segundo o relatório IHRSA Global Report 2015, da International Healht, Racquet & Sportsclub Association. No entanto, entre 3% e 5% dos brasileiros frequentam uma e, segundo o Diagnóstico Nacional do Esporte: Diesporte, divulgado este ano pelo Ministério do Esporte, 45,6% dos brasileiros e brasileiras entre 14 e 75 anos são sedentários. As mulheres mais, com 50,4%, e os homens um pouco menos, com a taxa de 41,2%.
Professor do Centro Desportivo da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Albená Nunes da Silva ressalta que a preocupação com o sedentarismo não está restrita ao Brasil. Nos Estados Unidos, 14% da população pratica atividade física regularmente, na Europa a taxa é de 10%. A população mundial está cada vez mais sedentária de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). “As pessoas pararam de realizar atividade física informal, como caminhar até o trabalho ou até à escola. As pessoas se movimentam muito pouco com a facilidade proporcionada pela tecnologia”, diz.
Mudar esse cenário não é das tarefas mais simples, mas a discussão sobre o incentivo à prática de esporte e atividade física - desde a infância até a terceira idade - é uma questão de saúde pública. “Várias entidades mundiais começaram uma campanha para tentar fazer com que as crianças se movimentem mais. A próxima geração será a primeira a viver menos que a geração anterior”, alerta Albená. O educador físico cita, por exemplo, a ‘Designe To Move’ (em tradução livre, desenhando o movimento) que se propõe a acabar com o sedentarismo na infância.
Mudar hábitos é um grande desafio. Por isso, é importante ressaltar que o hábito da prática de esportes e exercícios físico é formado até os 10 anos. Assim, o papel da escola é fundamental nesse contexto de prevenção ao sedentarismo. As crianças têm que formar bons hábitos e gosto por se exercitar, mas o que acontece na prática – apesar de existirem boas propostas em algumas escolas – é a disciplina de educação física oferecer um esporte por ano. Se a criança não se identifica, ela não vai adotar a prática porque não vai enxergá-la como algo prazeroso e, assim, pode crescer um adulto sedentário”, reflete.
O assunto é complexo, entretanto deve-se pensar hoje o que se quer no amanhã. Se não se conseguir reverter o quadro do sedentarismo no mundo, pode estar surgindo uma nova geração que viverá menos tempo que a atual...




quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

FESTAS E FESTAS...E MAIS FESTAS NESTE FIM DE ANO !

E as pessoas me fazem as mesmas afirmações: tenho convites pra amigo secreto, encerramento da empresa, jantar de despedida com amigos, festa da família... enfim, os encontros neste final do ano são sempre regados a uma boa bebida e muita gastronomia.
O que fazer então? Primeiro, acredito na moderação. Você não precisa comer tanto pra saborear uma bela ceia de Natal. Coma e beba com moderação! Mas, alguém pode dizer que as festas são muitas - dia sim dia não - e que fica sem graça de dizer que não vai... Então, vá!!!
O grande problema é que estamos cada vez mais sedentários. Cada vez mais acomodados, fazendo menos exercícios, sendo espectadores de uma saúde combalida. Precisamos nos mexer mais. Temos que adotar um estilo pró ativo. O exercício físico tem que ser regular e rotineiro.
A partir do momento em que o exercício passa a fazer parte de nossas vidas, a preocupação com as festas, com a mesa farta, com o que se pretende comer na reta final do ano, deixa de existir ou fica muito reduzida. Eu afirmo que o grande problema está no que fazemos e não no que comemos. Em tempos remotos se comia a mesma coisa(ou mais) e não se tinha tanta gente gorda. As pessoas eram bem mais ativas! O conforto e a tecnologia eram menores: a tv não tinha controle remoto, o vidro do carro se levantava com uma manivela, o computador não nos prendia tanto tempo sentado...
A solução é fazer mais. Cumprir uma meta mínima de 30 minutos de exercícios por dia. A Organização Mundial da Saúde já falou isso diversas vezes! Os jornais, revistas e autoridades científicas tem repetido isso diversas vezes. E aí eu pergunto...estamos esperando o quê?
Boas Festas!!!
Maurício Moreira
CREF 5511-G

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Café reduz risco de doenças

Café: hábitos de consumo da bebida e efeito da caféina sobre o organismo são determinados por variações genéticas
O consumo moderado de café (3 a 5 xícaras por dia) foi associado à redução do risco de morte por doença cardiovascular, diabetes tipo 2, doenças neurológicas como o Parkinson, e o suicídio(VEJA.com/Thinkstock)
Beber entre três e cinco xícaras de café por dia reduz o risco de morte prematura por doenças cardíacas, suicídio, diabetes ou mal de Parkinson. Tanto a versão comum da bebida quanto a descafeinada são benéficas. É o que diz um estudo publicado segunda-feira, na revista científica Circulation.
"Componentes bioativos presentes no café reduzem a resistência à insulina e a inflamação sistemática. Isso poderia explicar alguns dos nossos resultados", disse Ming Ding, principal autora do estudo e doutoranda do departamento de Nutrição de Harvard.
O trabalho, conduzido por pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, baseou-se em relatos sobre condições médicas e hábitos de 208.501 mil enfermeiros e outros profissionais de saúde, ao longo de 30 anos. A partir dessas informações eles compararam os resultados de pessoas que não bebiam café, ou que ingeriam menos de duas xícaras por dia, com aquelas que consumiam até cinco xícaras diárias.
Os resultados mostraram que o consumo moderado de café foi associado à redução do risco de morte por doença cardiovascular, diabetes tipo 2, doenças neurológicas como o Parkinson, e o suicídio. Embora estudos anteriores tenham apontado uma redução entre o consumo de café e um risco menor de câncer, nesta pesquisa não foi encontrado nenhum efeito protetor contra o a doença.
Apesar da clara associação, os autores ressaltam que ainda não foi constatada nenhuma relação de causa e efeito entre o café e a redução do desenvolvimento de certas doenças. Mesmo assim eles recomendam o consumo. "O consumo regular de café pode ser incluído como parte de uma dieta saudável e balanceada. Mas, algumas populações como grávidas e crianças devem tomar cuidado com o consumo elevado de cafeína proveniente do café e outras bebidas. ", disse Frank Hu, professor de nutrição e epidemiologia em Harvard.
 http://veja.abril.com.br/noticia/saude/cafe-ajuda-a-viver-mais

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

MIRA PRECISA CONTRA O CÂNCER

“Estamos começando a determinar a terapia contra o câncer com base em suas características íntimas, e não apenas em sua cara.” Essa é a analogia usada pelo biólogo Rui Manuel Vieira Reis, coordenador científico do Centro de Diagnóstico Molecular do Hospital de Câncer de Barretos, no interior paulista, para resumir uma recente quebra de paradigma no combate à doença. Traduzindo: se antes o local de origem do tumor (mama, pulmão, intestino) reinava absoluto na decisão de qual estratégia seguir para enfrentá-lo, hoje os médicos também investigam mudanças no DNA das células malignas. Essa é a revolução da patologia molecular, técnica que, a partir de uma pequena amostra do tecido tumoral, sequencia seu genoma, identificando traços que indicam sua agressividade e alvos específicos para destruí-lo. É como se um general tivesse acesso aos segredos de guerra do inimigo.
“A patologia molecular já traz informações relevantes no manejo de vários cânceres, como o linfoma, o de mama, o de intestino e o melanoma, uma versão mais violenta de tumor de pele”, elenca Paulo Hoff, diretor do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Exemplo: no tal melanoma, a análise do DNA de uma fração do tecido doente pode encontrar uma mutação no gene BRAF. “Na presença dela, o remédio vemurafenibe traz uma resposta até duas vezes melhor que os convencionais”, conta Stephen Stefani, oncologista do Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre. Agora, se a alteração não existir, de pouco adianta gastar tempo e dinheiro com a droga.
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